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Janelas de operação e logística reversa de embalagens: como otimizar a carga e o descarte pós-move.

logística reversa de embalagens

É madrugada. A doca está liberada, os elevadores de carga sincronizados e a equipe pronta. A mudança flui — até que as embalagens se acumulam: papelão, filme stretch, mantas, isopor, plásticos de bolha. Sem plano, o corredor trava, o condomínio reclama e o cronograma estoura. Com janelas de operação bem desenhadas e logística reversa de embalagens integrada, o pós-move vira ganho de tempo e sustentabilidade comprovável (alinhada à PNRS).


A seguir, um passo a passo para otimizar a carga e destinar corretamente as embalagens após a mudança.


1) Defina a janela certa (e como ela conversa com a doca)


  • Noturna/fim de semana: menos interferência com usuários, elevador de carga liberado e menor risco de multas internas.

  • Sloting por ondas (ex.: 50/50 posições): evita picos de corredor e backlog de embalagem.

  • Reservas formais: doca, elevador de carga e rotas internas documentadas (com contatos e horários).

  • Checkpoint a cada 90 min: mede avanço da carga, volume de embalagens geradas e acionamento da equipe de limpeza/triagem.


2) Layout de corredor e “ilha verde” (triagem no ponto certo)


  • Zonas dedicadas:

    • Staging (equipamentos embalados aguardando carga)

    • Ilha verde (triagem de resíduos de embalagem)


  • Fluxo unidirecional: movimentação segue origem → staging → doca; embalagens seguem origem → ilha verde → doca/compactador.

  • Proteções (piso, cantos, portas) e placas de sinalização reduzem danos e glosas do condomínio.


3) Matriz de materiais (o que separar e como acondicionar)


Matriz de materiais

Regra operacional: não misture papelão com plásticos — a contaminação derruba a taxa de reciclagem e o valor do material.


4) Compactação e volume (o segredo da doca rápida)


  • Prensa/fardos: onde permitido pelo condomínio, instale prensa de papelão para reduzir volume em até 80%.

  • Ritmo: 1 operador dedicado à compactação a cada 2 equipes de desmontagem.

  • Manutenção de fluxo: assim que um pallet de fardos completa, ele vai direto para a retirada programada (sem reocupação de corredores).


5) Janela logística de retirada (não deixe o material “voltar”)


  • Agendamento casado: a retirada das embalagens segue a onda de carga (ex.: saída de fardos H+2 após pico de desmontagem).

  • Integração com condomínio: cadastro de veículo/coletor e horário de doca exclusivos para resíduos.

  • Plano B: se a retirada atrasar, use área tampão no estacionamento com pallets e filme stretch — máximo 12h.


6) Comprovação de sustentabilidade, logística reversa de embalagens (documentos que fecham a conta)


  • ROM (relatório de operação de mudança): volumes transportados, tempos por checkpoint, fotos de proteção.

  • REL (relatório de embalagens): kg por material, fardos gerados, reuso x reciclagem, rejeito.

  • Comprovantes: notas de coleta/reciclagem, CDF quando aplicável ao lote de e-waste e cartas de destinação para cooperativas.

  • Indicadores: taxa de desvio de aterro (%) e kg de CO₂ e evitado (metodologia declarada).


7) RACI do pós-move (quem decide, executa e comprova)


  • Facilities (A): aprova janelas, integra condomínio, valida REL/indicadores.

  • Speedy Corporate (R): opera triagem, compactação e logística reversa; entrega ROM/REL e comprovantes.

  • Limpeza/Condomínio (C): apoia rotas e horários.

  • ESG/Meio Ambiente (C/I): consolida métricas e arquiva evidências.


8) SLAs e KPIs (o que medir para não perder o timing)


  • SLA de liberação de corredor: ≤ 15 min após final de onda.

  • SLA de retirada de fardos: H+2 do pico de desmontagem (ou horário contratado).

  • KPIs:

    • Taxa de reciclagem de embalagens ≥ 85%

    • Desvio de aterro (global da mudança) ≥ 90% quando há reaproveitamento

    • Reclamações do condomínio = 0

    • Ocorrências por obstrução = 0


9) Roteiro operacional por ondas (exemplo prático)


Onda 1 (50 posições)

  • H: desmontagem e embalagem → ilha verde ativa (papelão/stretches)

  • H+60: primeiro lote de fardos prontos → palletizados na doca

  • H+90: caminhão da mudança sai; caminhão da reciclagem entra (slot curto)

  • H+120: corredor liberado, limpeza fina; inicia Onda 2


Onda 2 (50 posições)

  • Repete o ciclo; materiais reaproveitáveis (mantas/bolhas) voltam à operação


10) Diferencial Speedy Corporate: descarte sustentável “plug-and-play”


  • Plano de janela integrado à doca e elevadores (noturno/finais de semana).

  • Triagem assistida com ilha verde e prensa (quando viável).

  • Relatórios ROM/REL com métricas de desvio de aterro e comprovantes de reciclagem.

  • Integração PNRS: rastreabilidade e documentação amigáveis à auditoria.

 
 
 

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