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Preparação do novo endereço: infraestrutura elétrica e de redes antes da chegada do mobiliário.

Preparação do novo endereço

Você já tem o layout aprovado e a data de mudança marcada. Mas, se energia, rede e Wi-Fi não estiverem prontos antes do mobiliário, a montagem trava, o cronograma estoura e o Dia 1 começa com chamados. A solução é tratar a infraestrutura (Preparação do novo endereço) como primeiro lote: entregar tomadas, pontos de rede, Wi-Fi, CPD e links comissionados e documentados antes da chegada das mesas — em integração direta com o time de TI da Speedy.


A seguir, o passo a passo para receber o novo endereço “plug-and-play”.


1) Premissas do projeto (defina o jogo antes de começar)


  • Escopo base: nº de posições por setor, salas de reunião, impressoras, APs Wi-Fi, telefonia/VoIP, câmeras, controle de acesso.

  • Normas & padrão de etiquetas: TIA-568 (cabeamento), TIA-606-B (identificação), NBR 5410 (elétrica).

  • Metas operacionais: downtime zero no Dia 1, tolerância de retrabalho < 2%.

  • Governança: RACI com Facilities (obra), TI (rede/sistemas) e Speedy TI (comissionamento e handoff).


2) Elétrica — potência disponível, circuitos e proteção


Checklist de entrega pré-mobiliário


  • ( ) Levantamento de carga por setor (estações, monitores, impressoras, AV, APs PoE via injetor/ switch).

  • ( ) Quadros e circuitos dedicados por área crítica (CPD, impressão, AV).

  • ( ) Tomadas: quantidade e altura conforme layout; padrão brasileiro + filtros/surge.

  • ( ) Aterramento e DR/DRL nos circuitos de usuários; SPDA verificado com laudo.

  • ( ) No-break/UPS para CPD, switches de core e roteadores.

  • ( ) Pontos de energia em piso/coluna já com tampas e codificação (combina com IDs das posições).

  • ( ) Laudos e ART arquivados.


Critério de aceite: quadros etiquetados, mapa de circuitos, medições registradas e fotos.


3) Dados — cabeamento estruturado e identificação


Padrão recomendado


  • Backbone: fibra até CPDs de andar (se houver) e Cat6/Cat6A para pontos de usuário.

  • Patch panels: 24/48 portas, identificados por andar-rack-patch-porta (ex.: B-R1-PP2-P34).

  • Tomadas RJ-45 duplas por posição (rede + telefone/backup), altura e lado conforme layout.

  • Racks com organização (guias, patch cords padronizados, PDUs).


Checklist de entrega pré-mobiliário


  • ( ) Mapa de pontos (planilha) com ID único por tomada e QR/etiqueta visível na caixa de piso/coluna.

  • ( ) Teste e certificação do cabeamento (relatório em PDF por porta).

  • ( ) VLANs definidas (usuários, voz, visitantes, dispositivos, câmeras, IoT).

  • ( ) Switches com PoE dimensionado (APs/câmeras/telefonia).

  • ( ) Documentação: diagrama lógico + físico (racks, patchagem, portas de uplink).


Critério de aceite: 100% dos pontos testados e certificados; planilha bate com etiquetas no campo.


4) Wi-Fi — cobertura, capacidade e canais


Passos práticos


  1. Heatmap preditivo (sobre o layout final) para posicionar APs e prever interferências.

  2. Planejamento de canais (2.4/5/6 GHz, se Wi-Fi 6E), potência e band steering.

  3. SSIDs: corporativo (802.1X), visitantes (cativa/limite de banda), IoT (segregado).

  4. Teste de campo (walk test) antes do mobiliário: RSSI, taxa de erro e throughput por zona.


Critério de aceite: mapa assinado + logs de varredura e ajuste de potência/canal.


5) CPD / Sala Técnica — ambiente controlado e redundância


  • Climatização dedicada (BTUs dimensionados, retorno alto, monitoração).

  • Acesso com controle (registro de entrada) e CCTV interno.

  • Cabeamento: leitos/organização, raio de curvatura respeitado, reserva técnica.

  • Energia: UPS on-line com autonomia definida + by-pass; PDU medida.

  • Segurança: detecção de fumaça, sensor de alagamento, travas.

  • Documentação: planta do rack, naming dos equipamentos, procedimento de contingência.


6) Links de dados/voz — contratar, instalar, testar


  • Provedores: dual WAN (operadoras diferentes), failover automático, IPs públicos/planos de discagem se necessário.

  • Telefonia/VoIP: SBC/ramais configurados, QoS ativado nas VLANs de voz.

  • Teste de aceitação: SLA de latência, jitter, perda de pacote (registrar com prints e logs).


7) Segurança eletrônica e acessos


  • CFTV: switches PoE dedicados, gravação em NVR/servidor, retenção acordada.

  • Controle de acesso: catracas/portas com integração de crachá; fail-safe/fail-secure mapeados.

  • Sensores (porta/vidro/incêndio) integrados ao painel.

  • Documentação: mapa de câmeras e pontos de acesso, IPs e usuários de serviço.


8) Pré-aceite de infraestrutura (T-7 a T-1, antes do mobiliário)


Roteiro com a Speedy TI + Facilities + TI do cliente

  • ( ) Walkthrough por andar (elétrica + dados + Wi-Fi + CPD).

  • ( ) Conferência de pontos “contra o mapa” (amostra ≥ 20%).

  • ( ) Teste de tomadas (caneta, carga), pontos de rede (certificação), Wi-Fi (walk test), links (QoS/latência).

  • ( ) Correções registradas e resolvidas até T-1.

  • ( ) Handoff assinado + pacote documental (plantas, planilhas, relatórios, laudos).

Esse pré-aceite libera a onda de mobiliário e a reinstalação sem gargalos.

9) Documentos de entrega (o que vai para a auditoria e operação)


  • As built: elétrica, rede, Wi-Fi, CPD.

  • Planilha de pontos (ID, localização, rack/patch, VLAN).

  • Relatórios de certificação (cobre e fibra).

  • Heatmap final com medições.

  • Laudos/ART (elétrica, SPDA, climatização se aplicável).

  • SOPs: troca de patch, inclusão de AP, contingência de link/energia.


10) Integração com o time de TI da Speedy (ponte operacional)


  • Runbook de comissionamento conjunto (ordem de testes, critérios de aceite, planilhas).

  • Nomenclatura/etiquetas padronizadas (TIA-606-B) alinhadas ao inventário por QR/ID que será usado na mudança.

  • Janela 24/7: técnicos da Speedy para apoio em correções imediatas durante o pré-aceite.

  • Relatório de handoff: tudo pronto para receber mobiliário e iniciar a reinstalação no cronograma.




 
 
 

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